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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse galopam livremente...

Não, não precisamos falar de crendices, religiosidade, ocultismo, nem quaisquer variantes de concepções metafísicas. Falemos apenas do que a realidade nos vem apresentando.

O mundo jamais esteve em paz. Se esteve, não há registros historiográficos que possam assim comprovar nem mesmo na mais remota antiguidade. A guerra sempre ocorre, aqui, ali, acolá. Montesquieu anteviu no comércio uma forma de atenuação dos ímpetos de conquista e, de certo modo, isso deve ter sido verdade durante algum tempo. Mas não foi suficiente para garantir a paz global. E pior, depois de algum tempo tornou-se motivo para novas guerras. A subdivisão da humanidade em famílias, clãs, tribos, cidades-estado, nações, desde sempre enraíza a forte noção de que seria indispensável ter meios de defesa contra outras famílias, clãs, tribos, cidades-estados e nações.

É da Ciência Política que não há como saber qual a origem da sociedade. Rousseau e seu bom selvagem contrastam com o Leviatã de Hobbes. De toda forma, o homem se agrupou e passou a guerrear. Parece mesmo uma contingência natural da espécie.

Sob um viés pessimista, pode-se afirmar que a natureza humana é má. O homem traz em si o veio da agressividade, algo mais que a ferocidade dos predadores, um autêntico sentimento de que deve atacar, conquistar, de modo contínuo. Tal concepção peca por abstrair grupos humanos que viviam e pregavam a paz já nos tempos remotos, como os essênios por exemplo.

Se formos otimistas podemos ver no homem uma entidade simiesca que, desenvolvido em sua capacidade intelectiva, dominou seu meio, passou a se utilizar de instrumentos, do fogo, e, nesse contexto, entendeu que poderia vencer as adversidades do ambiente. Dentre tais adversidades estariam os interesses de grupos semelhantes e desejosos dos mesmos alimentos, da mesma região com bons recursos de sobrevivência. As conquistas e expansionismo seriam efeito da antecipada noção de que um ataque viria.

Um posicionamento intermediário, talvez realista, é o de que dentre os antropóides simiescos que desenvolveram sua capacidade intelectiva já havia diferenças suficientes para gerar indivíduos com distintas motivações. Assim, grupos se reuniram mais por afinidade do que por estirpe, ao menos durante algum tempo. Tempo suficiente para alcançar uma vocação comum da maioria, a despeito do nascicmento de indivíduos estigmatizados, ovelhas negras, que desde então sofreram a má sorte de ser diferentes e compor uma minoria.

É lícito dizer que formaram-se grupos progressivamente maiores e sob um mesmo matiz comportamental. Os minoritários submeteram-se ou foram mortos ou expulsos. A religiosidade foi logo alçada à condição de causa legitimadora do poder nas mãos de uns poucos em cotejo com a massa assim dominada. Da força pela força, do macho alfa impondo-se por si, os dominantes passaram à elaborada estratégia de servirem-se das crenças que viam nos trovões e raios manifestações de um poder superior. Ao invés de atracarem-se entre si a cada renovação de comando, um sistema se estabeleceu asseverando que era da vontade dos deuses que este ou aquele estivesse na condução da vida pública. Claro que isso não acabou com as disputas internas de poder, mas propiciou maior estabilidade.

Os grupos pacíficos tiveram destino aparentemente inglório. Antes de serem dizimados por conquistadores, ou escravizados, deixaram um legado que se infiltrou por alguns sobreviventes mais adaptáveis. Por isso valores de cunho moral estranhamente elevado restou pontuado na tradição dos povos sempre como algo secretamente transmitido.

Na atualidade temos um passado recente de uma humanidade global sempre e sempre à beira de um conflito suicida. Já houve duas guerras mundiais. Conquanto muito se pense na Segunda Guerra Mundial, a Primeira foi particularmente sangrenta. Combates aproximados, inimigo a inimigo, garantiram uma inaudita agressividade contemporânea com uma sociedade que já produzira obras formidáveis nas artes, na ciência, na educação geral já então vigente em vários dos países combatentes. No segundo conflito mundial, ocorrido relativamente pouco tempo depois, o planeta assistiu à versão destrutiva de uma ciência que avançou a passos largos. Não só porque duas bombas nuclerares covardemente foram lançadas para destruição de duas cidades, matando civis, idosos, crianças, animais e destruindo tudo; também porque veículos, máquinas, meios de comunicação, foram aprimorados com imenso avanço. Comparem-se os aviões da primeira e da segunda guerra, por exemplo.

Seja como for, a Segunda Guerra Mundial desnudou como é possível seduzir nações inteiras com um ideário imoral, pérfido, desde que apresentado sob uma estética assustadoramente atraente.

A assim chamada “estética do mal”, como dizem teólogos, não é um conceito restrito à religião. É um conceito da Ciência Política, mesmo que se usem outros termos. O cenário do desenvolvimento do nazismo infelizmente não foi apenas um laboratório. Foram fatos que hoje podemos e devemos observar acerca da gigantesca eficácia que a propaganda política pode ter na condução de todo um povo. Novamente, apenas alguns poucos, uma minoria, enxergou o que ocorria e tratou, quem o pôde, de deixar para trás sua própria gente.

Cores, imponência, pompa, um símbolo cravado em milhares de faixas e bandeiras, tudo sob discursos inflamados, repetidos miríades de vezes para todos através de ondas de rádio, firmaram convicções horrendas como se fossem legítimos reclamos do próprio povo. Uma dominação econômica de inúmeras famílias de origem judaica foi o fermento friamente calculado para incitar o ódio contra pessoas que sequer estavam em ilicitude segundo as leis, até então, do próprio local.

Depois vieram os conhecidos conflitos na Coréia, sem desfecho até agora (meramente sob armistício até agora), do Vietnã, ambas como projeções de duas forças oponentes que ultrapassam muitas fronteiras, o capitalismo e o socialismo.

O antigo povo hebreu, depois da Segunda Guerra Mundial, teve um pedaço de planeta reconhecido como sua base territorial. Mas o preço disso é visto até hoje como um constante estado de beligerância entre os judeus, incrustados no mundo islâmico, e todos os seus vizinhos.

Entra no cenário mundial, de forma cada vez mais abrangente, o terrorismo. Em 2001, já no novo século e novo milênio, a humanidade vê o atentado ao World Trade Center, em Nova York. Vozes se levantam e advém nova guerra contra líderes de organizações terroristas.

Teorias da Conspiração, coisa comum desde sempre, aumentam com vídeos compartilhados na internet. Muitos afirmam que os terroristas são utilizados como bodes expiatórios de ações engendradas por grupos econômicos que lucram com a guerra e com o medo que conflitos causam em países temerosos de se tornarem alvos de retaliações.

Seria o clímax da inversão do conceito de Montesquieu. O interesse econômico estaria à frente de quaisquer outras considerações humanitárias. A guerra se torna um fenômeno controlado de acordo com a dominação financeira.

Teorias da Conspiração, aliás, tratam de variadíssimos assuntos. Seriam meras teorias?

A peste atormenta a humanidade desde os registros mais antigos da humanidade. Mas hoje em dia a coisa tem que ser avaliada sob outros parâmetros. Durante a Primeira Guerra não havia sequer penicilina. Mesmo assim, a água oxigenada, baratíssima, cuidou de evitar muitas necroses. Anos depois, já na Segunda Guerra, foi olvidado que a água oxigenada tem boa eficácia em feridas gastando-se milhões no desenvolvimeto da penicilina sintética. Claro que muitos agricultores ganharam um bom dinheiro com melões, cuja putrefação era rica no fungo que produz a penicilina. Mas, enfim, ela foi sintetizada e salvou muitas vidas. Ninguém liga para o fato de que boa parte delas poderia ter sido salva com o uso de água oxigenada, totalmente relegada a uma pretensa obsolescência. A partir daí, ganhou dinheiro quem dominava a produção do antibiótico.

Ferimentos de guerra são um aspecto menor da questão “peste”. Desde a antiguidade havia o estigma da lepra. Há o fogo selvagem, o pênfigo erimatoso. Doenças que estão atualmente ou bem tratadas ou em número apequenado, endêmico. Na Idade Média o mundo enfrentou a peste bubônica, que devastou dois terços da população da Europa. Houve a gripe espanhola. Na atualidade, conquanto tenham ocorrido milhares de mortes por patologias como a gripe suína, gripe asiática, remontamos à contaminhação pelo HIV, desde os anos oitenta, que colocou em voga novamente, no mundo todo, a possibilidade de uma pandemia exterminadora.

Felizmente hoje há medicamentos que fizeram dos portadores do HIV pessoas que tão somente precisam se submeter ao tratamento. O risco de morte por ser portador de HIV é menor, desde que tratado corretamente, do que para um diabético que, não raro, faz pouco caso do tratamento rígido. O diabético, aliás, necessita fazer uma rígida dieta, aspecto bem pouco aceito pela grande maioria dos doentes.

Cabe também mencionar que a tuberculose, temida como o próprio demônio até meados do século XX, continua matando milhares todos os anos.

Doenças não contagiosas, como o câncer, atingem a alarmante incidência de um quarto da população. Há todo um gigantesco sistema de tratamento e combate ao câncer. Laboratórios, equipamentos biomedicinais, radioterápicos, são continuamente feitos e usados no dia a dia dos pacientes. Se a cura para o câncer fosse apresentada ao mundo, de um dia para o outro bilhões de dólares seriam perdidos por quem domina cada setor gravitante dessa doença.

Todas essas circunstâncias já seriam suficientes à morte prematura de seres humanos em todos os pontos do orbe, tanto mais evidente, na grande maioria de nações subdesenvolvidas, por um outro aspecto que chega às raias do absurdo. Faltam alimentos. Um planeta como este certamente poderia alimentar toda a humanidade com um mínimo de boa administração de recursos. Terras agriculturáveis são objeto de exploração em escala industrial e tomadas como autênticas áreas de mera exploração econômica. O homem deixou a vida simples e adentrou à edificação de imensas cidades, estabelecendo-se um estilo de vida essencialmente urbano. As coisas se deram como se a vida urbana necessariamente fosse uma dicotomia, pondo de um lado a atividade rural e, de outro, as atividades de outra natureza.

Por trás de todas as mazelas da humanidade há um evidente elemento em comum. A ganância do homem. A ganância gera grupos humanos que engendram esforços comuns de dominação e propaganda, sob o sentido mais amplo da estética do mal. Faz com que chicanas sejam empregadas sob o bastião trevoso da corrupção, promovendo negociatas em que corruptores são corruptos de outrem, numa pirâmide de interesses escusos e sob intenso combate interno, porém administrados com o uso de meios sumários a fim de manter o sistema ilícito na estabilidade do medo e da morte.

Desde os menores membros da estrutura dos crimes organizados, uma criança que anuncia com pipas a presença da polícia numa favela, por exemplo, até os homens que jamais aparecem ao público, ocultos no financiamento desde o referido garoto favelado até a distribuição de drogas e armas pelo mundo, o Leviatã do Estado paralelo se estabelece em toda sua força e onipresença.

O Estado paralelo, aliás, se confunde com o Estado instituído, porquanto a corrupção abarca enorme parte da classe política com mandatos eletivos ou seus sequazes nomeados para cargos que gerem bilhões em recursos públicos.

E são esses muitos bilhões que são desviados... Gerando toda sorte de miséria mesmo em países com produção de bens e serviços que, com certeza, proporcionaria, com um mínimo de seriedade gerencial, o atendimento de boa parte das necessidades econômicas coletivas, a fim de atender ao bem comum.

Enfim...

Os Cavaleiros do Apocalipse estão galopando largamente no mundo já há várias décadas...